Ex-presidiários estão se mudando para Matão mesmo não tendo familiares na cidade
Cláudio Dias
Araraquara – As polícias Civil e Militar de Matão, na região de Araraquara, estão desconfiadas que o município estaria servindo de cidade dormitório para ex-presidiários e até integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Agentes penitenciários do presídio de Araraquara já perceberam que alguns presos, ao ganharem a liberdade, estão se mudando para Matão, mesmo não tendo familiares na cidade. A presença da facção já vem sendo percebida pelos policiais da cidade. Há 20 dias, panfletos assinados pelo PCC pretendiam esclarecer o motivo dos ataques ocorridos no Estado. Na opinião de policiais, simpatizantes da facção estariam dando essa “assistência” com a promessa de quitarem dívidas com a quadrilha. Além disso, essas pessoas também seriam responsáveis pelo comércio de drogas e até de ter participado de ataques ocorridos na cidade em maio.
Há 40 dias, dois moradores de Matão foram presos após serem flagrados arremessando drogas e celulares por cima da muralha da Penitenciária de Araraquara. Na ocasião, eles admitiram estar devendo R$ 9 mil à quadrilha.
As polícias de Araraquara e Matão não mantêm qualquer investigação direcionada ao PCC. Para investigadores, além de ter infra-estrutura e menos policiamento, o fato de Matão ser uma cidade próxima da penitenciária facilitaria a reunião de ex-presidiários e integrantes da facção criminosa sem levantar suspeita.
A polícia da região acredita que um traficante de 25 anos estaria articulando o crime organizado em Matão. Em Araraquara, policiais e agentes contam que a presença do crime organizado estaria ligada diretamente à Penitenciária. De lá, sairiam ordens para venda de drogas, assaltos e até assassinatos. Mas com os problemas enfrentados no presídio depois das rebeliões, muitos “pilotos” – como são chamados os chefes de determinada unidade – foram transferidos e o comando está enfraquecido.
O major João Batista de Camargo Junior, subcomandante do 13o Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I) de Araraquara, diz não acreditar em uma grande articulação da facção em Araraquara e Matão, mas reconhece não ter muitos dados sobre o caso. O delegado Seccional assistente Luis Antônio Rodrigues, desconhece a presença da facção em Matão. Para ele, a inexistência de investigações sobre o PCC na região se justifica porque todo o trabalho é coordenado pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic),em São Paulo.
Segunda-feira (11/09) estarei fazendo aniversário. Para comemorar me convenceram a fazer um encontro no Omalleys na sexta-feira (08/09) às 20h.
Quem é amigo vai.
Grato
Em temos de pura tecnologia nada melhor que espiar o que o seu companheiro(a) anda fazendo na Internet utilizando um Sniffer de qualidade
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